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Lavorada
O Festival dos Lavores!

O Lavorada é um festival que pretende fazer a promoção dos lavores, mostrando que estes não são um ofício do tempo das nossas avós, mas uma forma de estar na vida, que são um meio perfeito para ativar o nosso lado criativo e artístico e uma forma, até, de meditação e autovalorização. É um evento que pretende transmitir às novas gerações a arte de “saber fazer” e como com esta aprendizagem conseguimos um alinhamento com o século XXI, que apela à ecologia e à redução do consumo e da mega industrialização e à ideia de comunidade.
É um convívio que quer juntar todos os amantes dos lavores, grupos de tricot, grupos de crochet, de bordado, anónimos e conhecidos, todos os que gostam de partilhar o seu conhecimento e as suas experiências na arte dos lavores, na arte do saber-fazer.

Durante o dia do Lavorada, 18 de junho, propomos aos participantes do festival que façam o registo desse dia magnífico e que partilhem as suas fotografias com a hashtag #instalavorada2022 Claro que esta participação terá de ter olho atento e procurar os melhores ângulos dos lavores, eles são fotogénicos, mas gostam de aparecer sempre bem na fotografia. O pormenor de um ponto especial, as mãos que trabalham, fios que se entrelaçam, convívios de agulhas, aquela perspectiva cónica que mostra toda a festa que vamos fazer neste dia, a yarn bomb... Inspira-te e participa.
O grande salgueiro do jardim da Biblioteca Municipal é, por si só, ponto central, grande árvore para onde convergem todos os olhares. O tronco ideal para receber uma yarn bomb, tal como ficou provado na edição do ano passado do nosso Lavorada. Foi estrela, símbolo do festival com o seu revestimento de linha em forma de crochet, nas suas variadas e alegres cores condizentes com o espírito de alegria e festa que se quer para este encontro dos lavores.
Em 1999, com o seu livro-manifesto “Stitch n’ Bitch Nation”, Debbie Stoller iniciou mais um movimento feminista que pretendia afirmar o lugar da mulher, não dando a esta a possibilidade de entrar na esfera do espaço masculino, mas, precisamente, afirmando o lugar do espaço feminino e abrindo-o e trazendo-o para o espaço público. Os encontros de tricot multiplicaram-se e em cada momento da vida quotidiana era momento de tirar as agulhas do saco e tricotar, em público.

Edição 2021